4 de abril de 2009

Alimentos Frankenstein

Depois que entrei nesse projeto dos transformação vegetal os amigos não param de me fazer perguntas sobre transgênicos, o que me faz querer responder todas, então corro atrás, pesquiso e respondo. Sãoo perguntas pertinentes, mas a grande maioria das dúvidas aparecem pela pura falta de informação. Não, não é culpa dos desinformados, é culpa de quem não informa. A sociedade científica ainda não se deu conta de que é preciso se chegar à massa pra que o nosso trabalho não seja em vão, uma vez que é pra população que a gente trabalha (na teoria). Nada valeria a pena se os produtos criados ficassem só nas revistas científicas, sem serem aplicados.

Quero fazer minha parte já que quem paga minha bolsa de doutorado são os impostos dos desinformados.

Procuro sempre manter o senso crítico porque não quero ser mais uma determinista. O mundo científico tá cheio de deterministas, de deuses.

Um amigo meu viu em um site alguns produtos geneticamente modificados e me perguntou se eram de verdade. Não me dei o trabalho de pesquisar todos, mas pesquisei o mais chamativo, o Lemato, que nada mais é um exagero de um maravilhoso artigo científico publicado na Nature Biotechnology, uma das revistas mais respeitadas no mundo. Uma foto de um tomate, uma foto de um limão, um photoshop e... TCHANAAAAM!!! Criou-se a dúvida e, no caso dos que não se importam em perguntar e acreditam em tudo que vêem na internet, MEDO! O Greenpeace é ótimo pra criar esse tipo de situção. Chega a ser divertido de tão abusrdo.

E agora vou cagar o blog porque não tenho poder de síntese...

Onde está a prova de que os alimentos transgênicos são, por natureza, inseguros?, pergunta a Royal Society

Alegações de que alimentos que contêm ingredientes de plantas geneticamente modificadas são, por natureza, menos seguros do que suas contrapartes convencionais permanecem sem prova, segundo uma declaração pública da Royal Society, publicada no dia 8 de maio de 2003.

Em duas apresentações à GM Science Review, fórum de debates sobre OGMs patrocinado pelo governo britânico, a Royal Society salienta que o potencial de os ingredientes transgênicos reduzirem o valor nutricional dos alimentos ou de causarem reações alérgicas, em princípio, é igual ao dos ingredientes convencionais. Além disso, não existem provas concretas de que a saúde humana possa ser prejudicada pela ingestão de seqüências de DNA criadas pela modificação genética dos ingredientes dos alimentos.

O Professor Patrick Bateson, Vice-Presidente e Secretário para Assuntos de Biologia da Royal Society, disse: "Ano passado, realizamos uma importante análise das provas referentes às plantas geneticamente modificadas e da saúde humana e não tivemos nenhum indício desde então que alterasse nossas conclusões originais. Se realmente existem provas confiáveis de que os alimentos transgênicos são mais prejudiciais às pessoas do que os alimentos não-transgênicos, gostaríamos de saber o motivo pelo qual isso não foi publicado."

E acrescentou: "Por muitos anos, foi dito ao público que a ingestão de alimentos transgênicos é, por natureza, insegura. A maioria das pessoas gostaria de saber quais provas existem para sustentar tais alegações. Examinamos os resultados da pesquisa publicada e não encontramos nenhum indicativo de que os alimentos transgênicos são, por natureza, inseguros. Se alguém tem provas conclusivas, tragam-nas à tona para que possam ser avaliadas."

"O público tem o direito de decidir se quer comprar alimentos transgênicos e de ter acesso às informações confidenciais e àquelas que foram publicadas, com base em resultados científicos consistentes. É decepcionante ver um grupo como o Greenpeace declarar em seu website que 'os riscos são enormes e as conseqüências potencialmente catastróficas', sem que apresentem nenhuma razão convincente que sustente tal alegação", disse.

De acordo com o Professor Bateson, "algumas questões importantes precisam ser solucionadas a respeito do potencial impacto, positivo ou negativo, de culturas transgênicas no meio ambiente. Mas isso deve ser abordado sem uma cortina de fumaça de alegações infundadas sobre sua ameaça à saúde humana."

E acrescenta: "uma pesquisa pública recente mostrou que a maioria das pessoas é contra alimentos geneticamente modificados. Muitos consumidores ficaram apreensivos com alegações não comprovadas a respeito da segurança dos alimentos transgênicos. Os responsáveis pela criação dos produtos geneticamente modificados também não demonstraram de forma satisfatória aos consumidores quais benefícios são oferecidos em relação aos alimentos convencionais."

As declarações da Royal Society também chamam a atenção para alguns pontos da regulamentação de alimentos que devem ser abordados para garantir que todos os alimentos, inclusive os que contêm ingredientes transgênicos, sejam avaliados adequadamente. Segundo o Professor Bateson, "o público espera que as regulamentações acompanhem os progressos dos novos desenvolvimentos na forma como os alimentos são produzidos, e que sejam tão eficientes para alimentos transgênicos quanto para alimentos convencionais. Entendemos que a Food Standards Agency (agência oficial britânica de regulamentação de alimentos) acolheu as recomendações feitas por nós em nosso relatório no ano passado e está tomando medidas para abordar as questões que destacamos."

Professor Patrick Bateson FRS
Biólogo, Secretário e Vice-Presidente da Sociedade Real

12 comentários:

H. disse...

De uma... BACTÉRIA!!!! ahahahahhahah

P. disse...

Leitura dinâmica: A Royal Society disse que não há provas de que um alimento transgênico seja mais ou menos perigoso que um não transgênico. Mas o Greenpeace faz a cabeça do povo para que o medo seja propagado, mesmo sem provas.

É isso?

H. disse...

Sim!

Assiste o vídeo, pelo menos.
É curto.

B. disse...

Discursinho de medo compra fácil todo mundo.

Sempre lembro daquela patetada que foi o plebiscito sobre armas e em como foi fácil virar o jogo quando eles adotaram um discurso de medo. É meu exemplo pessoal eterno, morrerei inconformada com essa porra.

B. disse...

Quis ser participativa e olhar o artigo na Nature, mas eu não tenho senha. Note. Super cientista você, hm?

E esse vídeo do grean peace é tôisco todo, não entendi que diabo eles quiseram dizer, ó.

H. disse...

quer minha senha?

é uma senha que a gente cria através do site da ufpe pra ter acesso às revistas que a universidade assina. todo mundo usa a minha eheheheheh

R. disse...

E agora você divulgou aqui que usa de forma errada sua senha. Quando alguém da UFPE ou do MEC chegar a nosso blog, e isso não está longe de acontecer, você será desmascarada, perderá sua senha e todos os seus títulos.
Parabéns!

P. disse...

Ah, vai a merda...

H. disse...

ahahahhahahahaha
minha snha não é ilegal. tem até um tutorial no própio site da ufpe ensinando vc configurar o computador da sua casa, além da senha ser a que usamos pra acessar nossas informações acadêmicas.

Julia disse...

Olha... nao li porque eu JÁ SEI que trangenico dá cancer...

Tiberio disse...

nossa
quanta briga por causa da senha

ah, mas o coment é sobre o texto. Mto enriquecedor, eu tava até com medo de comprar aquela uva geneticamente modificada, mas agora meu medo se foi pra um lugar bem longe, lá dentro do meu consciente dormente. eheheheh... brincadeira. kkk

Parabéns, H. Um dia ainda vou ler seus textos nas grandes revistas científicas do mundo, ou entao ver vc no jornal nacional (pobre) dando uma entrevista sobre a plantação de feijão verde na lua que vc estará desenvolvendo.
beijos minha ídola!!!!

Tiberio disse...

eita... o pobre foi em relação a mim, tá? pq eu nao teria a BBC, nem a CNN para te ver.