Curiosas são as combinações que trazem visitas até aqui. Uma das masi constantes para nós envolve poesia. Já apareceram "poema pé frio" (esse é pra Ranniere), "poema vingança verde", "poemas de croqui" (Q).
O mais curioso pra mim foi "poema sobre travesti". Não pela keyword em si, mas pelo resultado da pesquisa. Fez o visitante pousar num post que começava com "em casa de ferreiro, espeto é de pau..." e se chama "Every sperm is sacred".
Então fiquei juntando as peças e imaginando um poema sobre travesti que envolvesse "espeto", "pau", "ferreiro", "sperm", "sacred"...
Não seria de todo mal, hein...
Isso me fez lembrar um professor de literatura portuguesa que tive. Ele adorava uns poetas lusos pós-modernos que falavam de cuecas sujas de merda (acho que era Al Berto...). Aliás, esse professor era qualquer nota (adoro gírias idosas). Foi ele que uma vez surtou com uma aluna que apresentava um seminário sobre "A Capital" do Eça de Queirós. Gritava histericamente PARA, PARA! SUA VOZ É INSUPORTAVEL! ESSE LIVRO É INSURPOTÁVEL! PARA! E nós com cara de peidaram-no-recinto.
Ele era daqueles que via objeto fálico em tudo. Se tinha flauta no poema, ela virava uma piroca em dois tempos. Em outra turma, uma aluna resolveu dizer que o ritmo de um poema lembrava a cadência das ancas de uma mulher andando, ele pediu que ela reproduzisse na frente da sala o movimento.
Sabe o que aconteceu com ele? Virou coordenador do colegiado! hahahahhahahahahha... coisas de universidade federal.
Enfim, querido leitor que procura por poema sobre travestis, clique aqui para a melhor poesia sobre bonecas que já se escreveu em língua portuguesa!
Espero que goste!
Bônus Track: Ao vivo, n'A Obra!
Mostrando postagens com marcador travesti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador travesti. Mostrar todas as postagens
18 de junho de 2009
27 de maio de 2009
Every sperm is sacred
Em casa de ferreiro, espeto é de pau e eu começo a entender pq.
A decoração do meu quarto é péssima, meu guarda-roupas é podre e eu queria reformá-lo e mudar algumas outras coisas. Fui sondar com papai-mamãe se era um sonho possível, já que o dinheiro para essas empreitadas sai deles e não de mim, e em vez de uma resposta simples do tipo "agora não vai dar, minha filha", foi-me pedido que apresentasse um desenho para apreciação do juri.
Putz.
Papai-mamãe adoram me pedir desenhos! Croquis! Lembro dos tempos da faculdade e dos professores todos reclamando dos sugões que aparecem te pedindo croquis "faz um croquizinho aí", como se nada fossem, sendo que eles JÁ SÃO a porra do projeto! Não é pq o rabisco no papel tá mal feito, que o pensamento por trás dele não foi desgastante (nem não foi trabalho, nem não vale dinheiro).
Pois.
Aí penso no trabalho que vai ser projetar e montar o tal desenho, e no grandessíssimo risco que corro de não ver nada feito depois e morro de preguiça de começar e decido que, chega, deixa pra lá, vou viver o resto dos meus dias com meus móveis-cortiço mesmo. Who cares?
O que me lembra de um outro causo.
Cabeleireiro da família tinha um assistente há anos, era um viadinho magrela normal, mas já podia-se notar um singela tendência à anormalidade explicita em seu corte de cabelo: um chanel pixaim na altura do queixo. Esse moço sumiu por alguns anos e, quando perguntamos por ele, a história se revelou: o moço que antes tendia à moça, havia virado travesti de vez. Ficou linda, vez várias plásticas, botou peitos, bochechas, lábios, tudo o que há para se botar e agora, como tinha virado moça vulgar malquista em salões de beleza finos, descobrira outro ramo: a prostituição.
Muito bem, até aí, tudo ok, já vimos muitos. O esquisito foi: em um momento revelando-a-intimidade-alheia, cabeleireiro da família conta que o travesti em questão não conseguia mais namorar, nem viver nenhum romance, pq ele simplesmente não dava mais conta de transar de graça. Ele não sabia mais "fazer amorsh", entendam, só "trepar". Por dinheiro! Transar de graça era foda, "tô desperdiçando meu esperma", ejacular sem cobrar era como jogar dinheiro da janela do ônibus.
Pois.
Tou virando esse travesti, eu acho.
Não quero fazer mais nada que não dê dinheiro ou não dê frutos.
Preguiça total.
Trilha para o post: every sperm is sacred.
A decoração do meu quarto é péssima, meu guarda-roupas é podre e eu queria reformá-lo e mudar algumas outras coisas. Fui sondar com papai-mamãe se era um sonho possível, já que o dinheiro para essas empreitadas sai deles e não de mim, e em vez de uma resposta simples do tipo "agora não vai dar, minha filha", foi-me pedido que apresentasse um desenho para apreciação do juri.
Putz.
Papai-mamãe adoram me pedir desenhos! Croquis! Lembro dos tempos da faculdade e dos professores todos reclamando dos sugões que aparecem te pedindo croquis "faz um croquizinho aí", como se nada fossem, sendo que eles JÁ SÃO a porra do projeto! Não é pq o rabisco no papel tá mal feito, que o pensamento por trás dele não foi desgastante (nem não foi trabalho, nem não vale dinheiro).
Pois.
Aí penso no trabalho que vai ser projetar e montar o tal desenho, e no grandessíssimo risco que corro de não ver nada feito depois e morro de preguiça de começar e decido que, chega, deixa pra lá, vou viver o resto dos meus dias com meus móveis-cortiço mesmo. Who cares?
O que me lembra de um outro causo.
Cabeleireiro da família tinha um assistente há anos, era um viadinho magrela normal, mas já podia-se notar um singela tendência à anormalidade explicita em seu corte de cabelo: um chanel pixaim na altura do queixo. Esse moço sumiu por alguns anos e, quando perguntamos por ele, a história se revelou: o moço que antes tendia à moça, havia virado travesti de vez. Ficou linda, vez várias plásticas, botou peitos, bochechas, lábios, tudo o que há para se botar e agora, como tinha virado moça vulgar malquista em salões de beleza finos, descobrira outro ramo: a prostituição.
Muito bem, até aí, tudo ok, já vimos muitos. O esquisito foi: em um momento revelando-a-intimidade-alheia, cabeleireiro da família conta que o travesti em questão não conseguia mais namorar, nem viver nenhum romance, pq ele simplesmente não dava mais conta de transar de graça. Ele não sabia mais "fazer amorsh", entendam, só "trepar". Por dinheiro! Transar de graça era foda, "tô desperdiçando meu esperma", ejacular sem cobrar era como jogar dinheiro da janela do ônibus.
Pois.
Tou virando esse travesti, eu acho.
Não quero fazer mais nada que não dê dinheiro ou não dê frutos.
Preguiça total.
Trilha para o post: every sperm is sacred.
Assinar:
Postagens (Atom)